Há diálogo entre a Flexibilização das Relações De Trabalho (FRT) e a Administração De Recursos Humanos (ARH)?

Número: 
3776
Código do trabalho: 
T13_0574_3776
Resumo: 
A interface entre flexibilização das relações de trabalho (FRT) e a Administração de Recursos Humanos (ARH) não é habitual no Brasil. Este artigo verificou se e como a ARH posiciona-se diante dos processos de flexibilização das relações de trabalho no contexto de produção acadêmica nacional e internacional. Para isto foram usados métodos de bibliometria, análise de documentos e de conteúdo. A revisão da literatura norteou-se pela análise das seguintes categorias: abordagens teóricas e metodológicas empregadas nos artigos, temáticas desenvolvidas pelos autores; e a forma de apropriação da temática FRT pela ARH. O estudo fez uso de 25 artigos nacionais e 21 internacionais oriundos de um rigoroso processo seletivo baseados em critérios referenciados no contexto acadêmico entre o período de 2001 a 2011. Evidenciou-se que 16% dos artigos nacionais aproximaram a FRT do escopo da ARH, diferentemente dos 21% dos artigos internacionais. Ambas as produções demonstraram a prevalência da abordagem universalista em suas análises. Tais resultados sugerem a preocupação com a proposição de soluções práticas às questões de FRT pela ARH. Constata-se o risco de superficialidade no tratamento destas questões pela menor prioridade dada ao arcabouço teórico referente as variáveis contextuais na interface FRT e ARH.
Abstract: 
In Brazil, it is not usual the interface between labor relations flexibilization and Human Resource Management (HRM). This paper aims to verify if, and how, ARH deals with labor relations flexibilization processes at the national and international academic papers. At the research were used bibliometric methods, documents and content analysis. The review of literature was guided by theoretical and methodological approaches applied in the papers, subjects developed and ARH approaches about FRT. The 25 national papers and 21 international papers included on the data-basis. Rigorous selection process based on referenced in the academic context were used on a limited at the 2001-2011 period. The main findings were: 16% of the national papers considered FRT near the ARH scope, unlike 21% of international papers. Both productions showed the prevalence of universalist approach in their analysis. These findings suggest the papers prioritized the purpose of practical solutions, rather than the theories about context variables at FRT and ARH interface. This prioritization reveals risks that ARH could deal FRT superficially.