COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS DA CASTANHA-DA-AMAZÔNIA

Número: 
XII CNEG & III INOVARSE 2016
Código do trabalho: 
T16_107
Resumo: 
Precificar a Castanha-da-amazônia é tarefa complexa, pois existem características intrínsecas ao produto. A começar pelo espaço em que este está inserido: a floresta Amazônica, passando pelo modo em que é extraído da natureza, até chegar nas posições logísticas, há pontos permeados de detalhes que se não observados podem escapar importantes informações aos olhos do analista. O objetivo geral da presente pesquisa foi identificar os custos de produção para compor o preço da Castanha-da-amazônia. O estudo justifica-se em função da contribuição ao estado da arte em assuntos inerentes ao extrativismo. A metodologia utilizada foi a exploratório-descritiva, com base em estudo de campo e com o emprego das matrizes teóricas de custos, receitas e preços. A pesquisa ocorreu no Estado de Rondônia e Acre, em três momentos distintos. Conclui-se que o Estado do Acre tem remunerado a mão-de-obra com valores mais elevados do que aqueles percebidos em Rondônia. Verificou-se as variáveis: material de consumo, mão-de-obra, prestação de serviços e transporte como compositores dos custos, aplicando-se um mark-up de 30%, com embasamento legal para a formação do preço. Propõe-se o investimento em políticas públicas que valorizem a mão-de-obra empregada na extração deste produto, considerando as condições ambientais nas quais os trabalhadores estão inseridos. O período da entressafra é utilizado para limpeza da floresta, área de produção, bem como cuidados das árvores nativas. Entretanto, este tempo para manutenção da floresta não é remunerado.
Congresso: 
XII Congresso Nacional de Excelência em Gestão & III INOVARSE 2016