GENTRIFICAÇÕES DO RIO OLÍMPICO: VIDIGAL, VILA AUTÓDROMO E PORTO MARAVILHA

Número: 
XII CNEG & III INOVARSE 2016
Código do trabalho: 
T16_024
Resumo: 
Após várias décadas de inércia do Poder Público na adoção de medidas integradas de reforma urbana na cidade do Rio de Janeiro, a injeção de capitais públicos e privados em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos de 2016 na cidade fez surgir um novo horizonte de oportunidades (MASCARENHAS et al, 2011). Conquanto a evolução histórica do projeto de candidatura olímpica da cidade do Rio de Janeiro enuncie a preocupação em se conquistar importantes legados com a realização do evento, especialmente sociais, ambientais e esportivos , outra tem sido a constatação dos habitantes da cidade acerca do futuro de seus bairros. Em muitos bairros tradicionais, antigos espaços de utilização cidadã (LEFEBVRE, 2008) têm sido consumidos pelas leis de mercado (HARVEY, 2006) e o apetite voraz de grandes construtoras e incorporadoras tem pressionado o preço de imóveis e aluguéis, dificultando a permanência de seus antigos moradores em razão do desarrazoado aumento do custo de vida. Diversas comunidades têm sido alvo de remoção pela administração pública municipal, em ação orquestrada em conjunto com estes grupos econômicos, fenômeno internacionalmente conhecido como gentrificação (SMITH, 1996). O objetivo do presente trabalho é identificar e expor desafios comuns à permanência de moradores das comunidades do Vidigal, da Vila Autódromo e da zona portuária em suas habitações, no contexto da preparação dos Jogos Rio 2016, destacando a imperiosidade de se frear o avanço das práticas capitalistas em face do exercício do direito à moradia que buscam defender (ROLNIK, 2009).
Congresso: 
XII Congresso Nacional de Excelência em Gestão & III INOVARSE 2016