A GESTÃO SUSTENTÁVEL DE ATRACÇÕES TURÍSTICAS EM ESPAÇOS CULTURAIS: O CASO DO PARQUE ARQUEOLÓGICO DE FÔZ CÔA EM PORTUGAL

Código do trabalho: 
T11_0359_1540
Resumo: 
Este trabalho apresenta a revisão da literatura de património cultural, sobretudo de sítios ao ar livre. Vamos abordar dois temas de grande actualidade para a região de Foz Côa: o dilema entre desenvolvimento e preservação de património e o sistema de gestão de visitas ou acesso público às gravuras rupestres. A conclusão é que o património parece assumir para os visitantes dois significados principais. Por um lado, a reconstituição histórica de modos de vida passados sob um cenário de monumentalidade,por outro lado, ainda que com percentagem mais baixa, o património funciona como o repositório das tradições de um povo, que é preciso aprender a reconhecer e a preservar como um elemento da identidade nacional. O conceito de capacidade de sustentação tem vindo a ser aplicado à gestão de visitantes. No fundo, trata-se de estimar o número máximo de visitantes admitidos durante um certo período de tempo num dado sítio de valor patrimonial. Será importante distinguir entre capacidade de sustentação mínima, máxima e óptima. A capacidade mínima significa que o sítio necessita de um número mínimo de visitantes para que possa permanecer em funcionamento. Contrariamente, haverá um limite, um número máximo de visitantes que o sítio poderá receber cumprindo regras básicas de segurança e higiene. Para tanto, a capacidade óptima estará situada dentro destes dois limites, estabelecida por um processo que envolve alguma forma de avaliação, por vezes de carácter subjectivo. A capacidade óptima parece ser o compromisso que prevenirá que a presença de grandes multidões ameaçe a notabilidade do sítio, mantendo também uma qualidade de experiência de visita satisfatória. Vários especialistas em arte rupestre e na sua gestão acreditam que o sistema implementado no Vale do Côa concilia com sucesso os dois objectivos fundamentais de preservação e acesso público.
Abstract: 
This work presents the review of the literature of cultural heritage, especially for outdoor areas. We will consider two actual themes for the region of Foz Côa: the dilemma between development and preservation of heritage and the system of management of visits or public access to the stone engravings. The conclusion is that the heritage seems to assume for the visitors two main meanings. On one hand, the historical reconstitution of passed ways of life under a monumentality scenario,on the other hand, despite with lower percentage, the heritage works as the repository of the traditions of a people, who is necessary to learn to recognize and preserve as an national identity. The concept of sustentation capacity has been applied to the management of visitors. Basically, it is about estimating the maximum number of visitors admitted during a certain period of time in a place of heritage value. It will be important to distinguish between capacity of minimum, maximum and optimal sustentation. The minimum capacity means that the small area needs a minimum number of visitors so that it remains functioning. On the contrary, there will be a limit, a maximum number of visitors that the area may receive fulfilling the basic rules from security and hygiene. Therefore, the optimum capacity will be situated between these two limits, established by a process that involves, a kind of evaluation, sometimes subjective. The optimum capacity seems to be the commitment that will prevent that the presence of large crowds threatens the stability of the area, also maintaining a quality of experience of satisfactory visit. Several experts in stone engravings art and its management believe that the system implemented in the Valley of the Côa successfully conciliates the two basic goals of preservation and public access.